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Hábitos de vida e alimentação infantil

Por Juliana Fonseca Em 17.10.2016 Categoria: Saúde e bem estar

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Um estudo inédito realizado com 1.000 crianças com idade entre 0 e 12 anos na região metropolitana de São Paulo revelou dados alarmantes sobre o estado nutricional e hábitos de alimentação infantil. A pesquisa, aplicada pela Nestlé em parceria com o Ibope, constatou que 33,5% dos menores pesquisados (4 e 12 anos) consomem mais gordura do que a recomendação diária. Entre os maiores, com idade entre 10 e 12 anos, 45% estão sedentários.

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Os resultados da pesquisa The Infant and Kids Study (IKS) foram apresentados durante o evento Diálogos de Valor, realizado no último dia 6 de outubro, na sede da Nestlé, em São Paulo. O encontro contou com a presença do pediatra e endocrinologista Raphael Liberatore, da psicóloga Elizabeth Monteiro, da atriz Flávia Alessandra e do judoca e apresentador Flávio Canto.

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Um dos principais pontos debatidos foi a obesidade infantil. O estudo revelou que uma em cada duas crianças está acima do peso. Para o médico Raphael Liberatore, o grande problema da obesidade na infância é o risco desse quadro se perpetuar na vida adulta: “O tempo vai passando e a chance dessa criança continuar obesa aumenta”. Como dica para evitar o problema, ele indicou: “Deixar a criança comer o que quer, na quantidade que ela quiser, desde que sejam oferecidas alternativas saudáveis. Quando ela coloca a mão na comida, diminui o risco de obesidade”, completou.

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Flávia Alessandra e Beth Monteiro

Para a psicóloga Beth Monteiro, essa é uma questão familiar: “Todo comportamento é aprendido, tantos os bons quanto ou maus. Quando a hora da refeição vira uma guerra, nascem os maus hábitos. As famílias devem transformar esse momento em algo legal, leve e prazeroso. A atriz Flávia Alessandra, mãe de duas meninas, complementou: “Na minha casa, a refeição é um momento de alegria. A hora do jantar, por exemplo, é quando a família está toda reunida. É um momento quase sagrado, em que não permitimos celulares nem televisão”, revelou.

 

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Beth Monteiro falou também sobre os números de sedentarismo revelados pela pesquisa: “Antigamente, as crianças estavam em cima das árvores, dentro dos galinheiros, brincavam, chegavam em casa mortas de fome e batiam um pratão. Hoje, elas perderam esse espaço e a família anda super ocupada. Se a criança age como criança é logo chamada de hiperativa e toma remédio. Criança tem que se mexer, gastar energia”, afirma a psicóloga. “O ideal é encontrar o equilíbrio entre o prazer de comer, a atividade física e a saúde”, complementou o pediatra Raphael Liberatore.

nestle10De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a recomendação de tempo de atividade física praticada na infância deve ser em torno de 300 minutos por semana ou pouco mais de 40 minutos todos os dias.

 

 

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  1. Maria disse: em 17.10.2016

    A falta de espaço para brincar e “ser criança” realmente influencia muito, não só na alimentação, mas em vários outros níveis da relação com a família e com a saúde. Ótimo texto Ju!

    • Juliana Fonseca disse: em 18.10.2016

      Amiga, obrigada pela visita! Isso tudo faz a gente repensar várias coisas, né?? Beijosss

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